30 personalidades femeninas marcantes da história de Portugal
I. Alvores da Nacionalidade e Idade Média
D. Teresa (1080–1130): Mãe de D. Afonso Henriques. Governou o Condado Portucalense e lutou pela sua autonomia, sendo a peça-chave que permitiu o surgimento do reino.
D. Mafalda de Saboia (1125–1157): Primeira rainha de Portugal, esposa do fundador. Apoiou a consolidação das ordens religiosas no novo reino.
D. Dulce de Aragão (1160–1198): Rainha que ajudou no repovoamento do território durante o reinado de D. Sancho I.
Rainha Santa Isabel (1271–1336): A "Rainha da Paz". Famosa pela sua diplomacia em evitar guerras civis e pelo seu imenso trabalho de caridade.
D. Inês de Castro (1325–1355): A nobre galega cujo amor trágico com D. Pedro I abalou a estrutura política do reino e inspirou a literatura mundial.
D. Leonor Teles (1350–1386): A "Aleivosa". Uma das figuras mais controversas; a sua regência provocou a Revolução de 1383-85.
D. Filipa de Lencastre (1360–1415): Esposa de D. João I. Educou a "Ínclita Geração" e trouxe a influência inglesa e o rigor moral à corte portuguesa.
II. A Era da Expansão e Império Global
D. Isabel de Avis (1397–1471): Duquesa da Borgonha e filha de D. João I. Foi uma diplomata poderosa na Europa, protegendo os interesses portugueses.
D. Leonor de Avis (1458–1525): "Rainha das Misericórdias". Fundou a Santa Casa da Misericórdia e as Caldas da Rainha, revolucionando a assistência social.
D. Catarina de Áustria (1507–1578): Rainha regente durante a menoridade de D. Sebastião, tentou manter a estabilidade do império num momento crítico.
D. Luísa de Gusmão (1613–1666): Peça fundamental na Restauração de 1640. Incentivou o marido, D. João IV, a assumir o trono: "Antes morrer reinando que acabar servindo".
D. Catarina de Bragança (1638–1705): Rainha de Inglaterra. Introduziu o hábito do chá na corte britânica e foi regente de Portugal em períodos de crise.
III. Iluminismo, Ciência e Pensamento
D. Maria I (1734–1816): A primeira rainha reinante. Fundou a Academia das Ciências, a Casa Pia e governou durante o conturbado período das Invasões Francesas.
Marquesa de Alorna (Alcipe) (1750–1839): Poeta e intelectual. Introduziu novas ideias europeias em Portugal após anos de prisão no contexto do Processo dos Távoras.
D. Maria II (1819–1853): A "Educadora". Reinou durante as Guerras Liberais e consolidou o regime constitucional em Portugal.
Antónia Ferreira (A Ferreirinha) (1811–1896): Empresária visionária do Douro. Salvou a produção do Vinho do Porto e lutou contra a praga da filoxera.
IV. O Século XX: Luta e Inovação
Carolina Beatriz Ângelo (1878–1911): Médica e sufragista. Foi a primeira mulher a votar em Portugal (1911), aproveitando uma brecha na lei.
Adelaide Cabete (1867–1935): Uma das principais vozes do feminismo português e fundadora do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.
Maria Lamas (1893–1983): Escritora e jornalista. Lutou arduamente pelos direitos das mulheres e contra a ditadura do Estado Novo.
Florbela Espanca (1894–1930): Poetisa que revolucionou a expressão feminina na literatura portuguesa com a sua lírica apaixonada e ousada.
Amália Rodrigues (1920–1999): A maior embaixadora da cultura portuguesa. Internacionalizou o Fado e tornou-se a voz da identidade nacional.
Natália Correia (1923–1993): Escritora, deputada e intelectual. Uma força da natureza na cultura e na política, defensora da liberdade e do património.
Maria de Lourdes Pintasilgo (1930–2004): A primeira (e única) mulher a ser Primeira-Ministra de Portugal (1979-1980).
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919–2004): Poetisa da liberdade e do mar. A primeira mulher a receber o Prémio Camões.
Maria Helena Vieira da Silva (1908–1992): Pintora de renome mundial, cujas obras abstratas figuram nos maiores museus do mundo.
V. Contemporaneidade e Desporto
Maria João Pires (1944–): Pianista de prestígio internacional, considerada uma das maiores intérpretes de Mozart e Schubert.
Rosa Mota (1958–): Campeã olímpica da maratona. Símbolo do esforço e da vitória do desporto português no mundo.
Paula Rego (1935–2022): Artista plástica cujas obras viscerais e narrativas exploraram a condição feminina e a história política.
Elvira Fortunato (1964–): Cientista e inventora do transístor de papel. Um dos maiores nomes atuais da ciência e tecnologia a nível global.
Leonor Beleza (1948–): Política e gestora. Como presidente da Fundação Champalimaud, lidera um dos centros de investigação médica mais avançados do mundo.

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